Universitário

Uma reflexão sobre diferentes vivências universitárias

8 de maio de 2019

Uma reflexão sobre diferentes vivências universitárias

PS: a experiência desse texto fica 580x mais completa ouvindo Rincon Sapiência — A Volta pra Casa

Vamos fazer um breve exercício para começar esse texto, pense sobre o mundo universitário, associe rapidamente o máximo de coisas que você conseguir…

Com toda a certeza em sua cabeça passaram diversas coisas relacionadas as festas, cervejadas e eventos que esse mundo proporciona. As festas acabam sendo realmente uma característica marcante dessa cultura, é inegável.

Porém, se engana quem pensa que o universitário só vive de festa, e eu sei como te mostrar. Esse texto tem como objetivo principal apresentar diferentes perspectivas de vivências universitárias, sobre como tal mundo agrega diferentes experiências e requer muito esforço.

Até mesmo um grande esforço mental para dar conta do trabalho, da universidade e das demais atividades de uma vida que não pode parar só porque você precisa fazer aquele trabalho ou estudar para aquela prova.

O desafio do tempo

O primeiro desafio que se coloca é o tempo. As 1440 voltinhas que o ponteiro dos segundos dão no relógio (se é que alguém ainda vê as horas desse jeito) parecem impossíveis de organizar toda uma vida.

O que temos que pensar aqui primeiramente ao falar de tempo é pensar num número de pontos que você pode alocar em diversas áreas da sua vida.

Você pode dividir esses pontos por dia, semana ou até mesmo pelas suas tarefas, fato é: você não tem infinitos pontos, ou seja, se você cobre um lado, provavelmente vai faltar em algum outro ponto.

Muitas vezes ser universitário é isso, puxar o cobertor de um lado e talvez deixar os pés pra fora…

>> Confira aqui algumas dicas do Poppin para dar conta do trabalho, estudos e vida social.

“Tentando ser um bom funcionário com boas notas”

O problema é que o caminho para aprender que às vezes não se pode dar conta de tudo é penoso e até mesmo agressivo com os universitários (e com todas as pessoas do mundo né, mas vamos respeitar o recorte do texto, haha).

Tudo é uma questão de escolha nesse ponto, porém às vezes força-se a negligência de coisas vitais para nós. Quem nunca deu aquela reclamada “queria estar fazendo qualquer coisa do que estudar isso”?

Isso não é apenas reflexo do que não estamos “fazendo o que gostamos” (porque a ideia disso é vendida e difundida pelo mundo afora), mas é que algumas coisas nesse período tem que ser deixadas de lado, é bastante problemático, porém necessário para o momento.

Um recorte rápido aqui para falarmos de privilégios e como isso interfere na saúde mental de um universitário é muito necessário. Tudo que te faz ganhar tempo, o local onde você mora, o relacionamento com seus pais, interfere absurdamente em como tudo que falei aqui impacta em sua vida.

Tá, mas e a vivência?

Quando a gente fala de vivência, nós falamos de basicamente tentar tirar proveito de diversos momentos que a universidade oferece, meio que “Tamo aqui mesmo, bora ver o que esse mundo tem de melhor”.

Muitas pessoas na minha universidade começaram o ensino superior sem trabalhar, isso faz com que elas sejam abraças pelas entidades (atléticas, empresas juniores), a bateria e afins.

Conforme os anos se passam as pessoas naturalmente começam a estagiar, pois é obrigatório na grade, e esse tempo para participação nas entidades meio que acaba.

Querendo ou não, algo que fez parte fortemente da sua vida por 2 ou 3 anos acaba tendo que ser deixado de lado para um bem maior, se formar, ter uma carreira etc…(lembra do cobertor com o pé pra fora? Então…)

Então a mágica é não trabalhar?

Não mesmo! Não trabalhar pode ser tão desafiador como trabalhar e estudar, eu não quero falar das minhas experiências, por isso eu trouxe o depoimento da Silvia, que estuda Gestão Ambiental, tem 59 anos e atualmente não trabalha:

“A angústia não é apenas por ter uma idade além do normal e sentir que não vai dar tempo de atuar no que pretendo. É angustiante adquirir conhecimentos num setor onde a demanda é imensa e não ter onde exercitar esses conhecimentos. É como possuir ferramentas que apenas pesam mais por termos que carregá-las.”

E agora, o que a gente faz com tudo isso?

Nenhum estereótipo é bom, todos visam reduzir alguns conceitos para que nossa mente tenham atalhos cognitivos para pensar o mais rápido possível sobre determinadas coisas.

Limitar o universo universitário como APENAS festeiro é um erro e até mesmo uma falta de respeito com a galera que estuda, que se desdobra para atravessar a cidade, ou até mesmo a galera que tem na faculdade uma oportunidade única de seguir um caminho melhor para sua vida e, consequentemente, para seus familiares.

Sendo assim, espero que com esse texto até mesmo as pessoas inseridas nesses ambientes se lembrem de que existem diferentes vivências, formas de se relacionar com a faculdade.

Os momentos das pessoas são diferentes, existem as pessoas que já fizeram faculdade, aqueles que saíram do ensino médio agora, e etc. Toda e qualquer vivência é certa e rica o suficiente para não ser apenas um rótulo.

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